Muda, vai.

“Mudança mexe com um monte de coisas dentro da gente”

foi uma frase mais ou menos assim que uma querida ex-professora-agora-amiga-há-pouco-reencontrada me disse e que sempre me vem à cabeça quando existe uma mudança na minha vida.

Mudança de bairro, de quarto, de prédio, de porteiro. Mudança de feira, de barraca de pastel que demorou tanto pra acharmos com opção de queijo minas no lugar da mussarela.

Mudança de ter opção de mercadinho do bairro (tínhamos dois!), barbeiro na rua, irmãos sapateiros na frente do condomínio, ir andando pro restaurante vegano gostoso.

Sem sapateiro, com mais barulho, sem o porteiro da noite (aka ‘Seu Zé’), tão querido, com quem eu desabafava sobre o trabalho chegando do turno da noite (e do qual não pude me despedir tão bem quanto queria, mas assim evitei choro).

No início foi assim, meio choque, meio assustador. Meio irritante, difícil de ir encaixando a nossa vida naquele novo lugar, de enterder como nos organizarmos, o que só era piorado pelo caos das caixas de papelão espalhadas por todo lado (preciso de tanta coisa assim? xi, ainda faltam os livros que estão na casa dos meus pais).

Mas agora, com a ajuda dos nossos queridos, e do tempo, estamos bem e nos adaptando, felizes de termos nosso primeiro lar juntinhos.

E olha que a mudança não foi tão grande assim, bairros vizinhos! Voltei a ir na feira que meus pais frequentam, onde já tenho as barracas favoritas e rostos que me são familiares.

A mudança veio também no trabalho, de maneira inesperada. Inesperada também foi a oportunidade de um novo que surgiu, em que poderei atuar numa função desejada há tempos, um sonho realizado (em realização é melhor).

Resolvi estender essa mudança também ao blog, que volta a ter postagens mais pessoais, como essa; sem deixar de ter olhares sobre a cidade.

Com amor,

Larissa.

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