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Ah, se eu fosse um livro!

Num dia nublado, resolvemos sair de casa. Fomos caminhando até o Parque da Água Branca, pois estava acontecendo uma Feira Vegana, dentro do Arraial Cultural. Após dar uma volta na feira, decidimos passear um pouquinho pelo parque.

Apesar do frio, estava bem gostoso. Nessa pequena exploração do parque, resolvi finalmente entrar no Espaço de Leitura. Fiquei bem encantada com o esquema de funcionamento do local, pois há bastante liberdade para entrar e ver os livros, sentar e ler um pouco. Eu tinha ficado especialmente curiosa pra saber como estava o espaço depois das modificações que eles fizeram para a exposição “Grimório –  em busca dos objetos mágicos”.

Ah, descobri que eles possuem um blog, onde divulgam as ações que acontecem no espaço: https://leituranoparque.wordpress.com/

Entrei aleatoriamente com o marido nos quiosques, e foi aí que a mágica aconteceu. Lá no meio de outros livros, estava ele: “Se eu fosse um livro”. O nome, a capa, tudo me chamou atenção. Fiquei bem encantada, então resolvi compartilhar aqui.

Detalhe da capa, foto minha do livro do espaço.

Detalhe da capa, foto minha do livro do espaço.

O livro foi escrito por José Jorge Letria, que é poeta e português e foi ilustrado pelo seu filho André Letria, numa parceria para fazer a obra.  Eles receberam o Prêmio Junceda Ibéria, concedido em Barcelona pela Associação Profissional de Ilustradores da Catalunha pelo trabalho. E pela pesquisa que fiz rapidamente, é indicado como livro paradidático ou sugestão de leitura para crianças de 6 a 10 anos.

É uma delícia, e, na minha opinião, se não tivesse as ilustrações continuaria sendo riquíssimo, especialmente para “adultos” 😉 Mais um incrível exemplo de como o que está classificado como literatura infantil não deve ficar restrito a este público. 🙂

Além de falar da poética dos livros, e da relação que as pessoas estabelecem com as leituras, acho que o livro fala muito de quem somos e leva a um exercício de quem gostaríamos de ser, ou do que gostaríamos de escrever.

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minha passagem favorita

O livro foi publicado aqui no Brasil pela Editora Globo, e está disponível para compra no site das Casas Bahia (!), por R$27,81.  Foi onde encontrei pelo menor preço. Ou você pode visitar o Espaço de Leitura na próxima visita ao Parque da Água Branca e fazer uma divertida “caça ao livro”.

Tive uma grande surpresa pois encontrei uma animação feita a partir desse livro no Vimeo. Então, para os que preferem este formato:

Tenho gostado de escrever sobre as minhas leituras pois tenho a chance de rever, reler e revivê-las no momento da escrita. As fotos eu tirei com o celular mesmo, desculpe pela baixa qualidade.

Até o próximo post,

Larissa.

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“Smarterphone” e “somos todos autômatos?”

Esse é um post-provocação.

Vamos imaginar a seguinte cena, baseando-nos em nossas experiências pessoais: entramos no metrô, olhemos ao nosso redor por alguns segundos, vamos contar quantas pessoas estão no celular. Quantas pessoas estão com fones de ouvido no máximo? Quantas pessoas estão lendo?

Provavelmente o maior número é de pessoas no celular, seja mexendo no celular, ouvindo música do celular. É como se precisássemos daquilo desesperadamente, para conseguirmos suportar aquela rotina massificante.

Ou, então, não. Escolhemos fugir para onde os smartphones nos levam, mesmo quando podemos estar fazendo outra coisa, com alguém de quem gostamos.

coupleBanksy  “Mobile Lovers”

Segundo o Michaelis online:

autômato
au.tô.ma.to
sm (gr autómatos) 1 Figura que imita os movimentos dos seres animados. 2 Mec Máquina, aparelho ou dispositivo que executa certos trabalhos ou funções, tais como alimentar ou regular uma máquina, vender mercadorias etc., comumente efetuados por uma pessoa. 3 Pessoa inconsciente e incapaz de ação própria e que se deixa dirigir por outrem.

Ou se deixa dirigir por objetos?

Esse vídeo viralizou um tempo atrás, bacaninha pra refletirmos um pouquinho sobre que raios está acontecendo com todos nós? E, não, não adianta culparem a geração Y, os millenials… É assustador o que vem acontecendo.  Por um lado, estamos o tempo todo atentos e dependentes do que está por exemplo nas redes sociais, para nos manter conectados com amigos e com o mundo e, por outro, usam-se avatares para cometer violências na rede e propagar o ódio.

Com medo dessa imagem? Ela ficou famosa por ser um chamado “Easter Egg” saiba mais sobre isso aqui.  Pena que o artista “errou”, acho que passamos muito mais tempo olhando pra tela e usando os dois dedos na tela touch do que segurando na orelha.