Experiência

onde está o desenho?

Pois a vida não se apresenta como uma sequência ou corrente uniforme e sem interrupções. Constitui-se de histórias, cada uma com seu próprio tema, seu próprio princípio e movimento dirigido para sua terminação, cada uma com seu próprio e particular movimento rítmico; cada uma com sua própria qualidade não-repetível que a impregna.
A experiência constitui-se de  um material cheio de incertezas, movendo-se em direção a sua consumação através de uma série de variados incidentes.

John Dewey citado por Rejane Coutinho em Vivências e experiências a partir do contato com a Arte.

linhasiluminadasfotos feitas por mim durante experimentação na Exposição Lugar para Desenhar, de Stela Barbieri, que esteve no Sesc Belenzinho. Para saber mais sobre o projeto e para saber um pouco sobre a minha experiência nele https://lanascidades.wordpress.com/2015/06/11/sobre-criancas-arquitetura-brincar-e-escola-de-educacao-infantil/

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Galeria

Christian Boltanski 19.924.458 +/-

Christian Boltanski – Sesc Pompeia from estúdio zut on Vimeo.

Na falta de uma, fui duas vezes à exposição 19.924.458 +/-, do Christian Boltanski no Sesc Pompéia, que tem tudo a ver com a proposta do blog de pensar sobre o que é estar “nas cidades” – pensando aqui, que de acordo com a experiência de cada pessoa com o ambiente em que vive constituiria uma multiplicidade de “cidades” dentro de uma só.

Segundo o site do Sesc, a exposição fica em cartaz até hoje. Caso seja prorrogada, ou dê tempo de dar um pulinho lá, não veja o vídeo! Acho que acaba com parte da mágica da instalação…

Eu não conhecia o trabalho do artista, que se auto definiu “um minimalista sentimental”; mas fiquei bastante curiosa para ver uma exposição feita especialmente para o espaço do Sesc Pompéia – e baseada em uma visita feita à cidade de São Paulo.A instalação está na área de convivência do Sesc, foram utilizadas (números oficiais, confesso que não contei) 950 torres de papelão que foram forradas com listas telefônicas (daquelas estilo páginas amarelas, sabe?). Os “lagos” do espaço foram super bem utilizados – afinal, São Paulo tem seus rios e pontes…

Li, por aí que a exposição trataria sobre morte e vida…Mas a impressão que tive foi de se tratar sobre o (mal)estar na cidade. Em algumas caixas foram colocadas caixas de som com depoimentos de imigrantes. É bem interessante ver as semelhanças e diferenças em cada depoimento. Em mais de um pode-se perceber a ideia de uma cidade que não é feita para as pessoas.

Agora, as explicações para o flash de luz seria que a cada dois minutos e 4o segundos uma pessoa nasce na cidade, e o apagão a cada seis minutos (parece que varia o tempo) indicaria uma morte. Em entrevista, se acordo com O Estado de S. Paulo, o artista teria afirmado que quis fazer um retrato da “fragilidade da vida”e não reproduzir São Paulo.

Fiquei com a impressão de que faz as duas coisas, e que, cada vez mais, quem vive em grandes metrópoles como essa sabe que não só não são excludentes, mas cada vez mais intrínsecas.

Há ainda três ambientes: documentário sobre o artista que passa numa TV com sofás na frente; sala do coração (onde pode-se gravar as batidas do seu coração para fazerem parte do acervo de Boltanski que fica numa ilha do Japão) e o piso superior – com algumas frases adesivadas na parede do local de leitura.

multitude

multitude

Essa é pra ficar com vontade de ver a outra exposição em cartaz (que não deu tempo de eu visitar com o devido cuidado ainda, chamada Multitude – parece que tem uma proposta bem “diferentona”).

P.S.: as fotos aqui inseridas são de minha autoria e, peço desculpas pela má qualidade, tentarei melhorar nas pŕoximas !