Neblina

Neblina e pessoas foto daqui: http://nuvemdepalavra.blogspot.com.br/

O tempo fechou
O barco afundou
Cadê o amor?
Se foi, acabou.

Me fala aí de cima
Quem mandou essa neblina
Assim bem fina
Que vem, contamina

Neblina
Que cega
Que tosse
Que para

O pé
A cabeça
A avessa
Atravessa
Desapareça

Neblina
Que vem contamina
Que enverba
Que reverbera

De envoltos e soltos
Neblinamos todos
E neblinamos em nós
Sem perceber, sem voz.
A neblina, menina
Nos transformou
É nossa algoz

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“Smarterphone” e “somos todos autômatos?”

Esse é um post-provocação.

Vamos imaginar a seguinte cena, baseando-nos em nossas experiências pessoais: entramos no metrô, olhemos ao nosso redor por alguns segundos, vamos contar quantas pessoas estão no celular. Quantas pessoas estão com fones de ouvido no máximo? Quantas pessoas estão lendo?

Provavelmente o maior número é de pessoas no celular, seja mexendo no celular, ouvindo música do celular. É como se precisássemos daquilo desesperadamente, para conseguirmos suportar aquela rotina massificante.

Ou, então, não. Escolhemos fugir para onde os smartphones nos levam, mesmo quando podemos estar fazendo outra coisa, com alguém de quem gostamos.

coupleBanksy  “Mobile Lovers”

Segundo o Michaelis online:

autômato
au.tô.ma.to
sm (gr autómatos) 1 Figura que imita os movimentos dos seres animados. 2 Mec Máquina, aparelho ou dispositivo que executa certos trabalhos ou funções, tais como alimentar ou regular uma máquina, vender mercadorias etc., comumente efetuados por uma pessoa. 3 Pessoa inconsciente e incapaz de ação própria e que se deixa dirigir por outrem.

Ou se deixa dirigir por objetos?

Esse vídeo viralizou um tempo atrás, bacaninha pra refletirmos um pouquinho sobre que raios está acontecendo com todos nós? E, não, não adianta culparem a geração Y, os millenials… É assustador o que vem acontecendo.  Por um lado, estamos o tempo todo atentos e dependentes do que está por exemplo nas redes sociais, para nos manter conectados com amigos e com o mundo e, por outro, usam-se avatares para cometer violências na rede e propagar o ódio.

Com medo dessa imagem? Ela ficou famosa por ser um chamado “Easter Egg” saiba mais sobre isso aqui.  Pena que o artista “errou”, acho que passamos muito mais tempo olhando pra tela e usando os dois dedos na tela touch do que segurando na orelha.

viver, respirar e escrever

Quem gosta de muitas coisas sempre se depara com a dificuldade de conciliar todas, de ter tempo pra se dedicar a cada uma delas. Ainda mais tendo que lidar com a “vida adulta”, pensar em casamento, pensar se vai fazer ‘festenha’ de casamento, ler sobre arte contemporânea, arte moderna, e arte na infância, tentar arrumar tempo para cozinhar…
Estou com a ideia, já há algum tempo, de criar posts mais sobre a minha rotina, aqui no blog, e ver o feedback que recebo. Afinal, o não é sempre garantido, que tal tentar o sim, quem sabe alguém se interessa? Acho que vou aproveitar pra falar também de como foi mudar pra um apartamento fora da casa dos meus pais, novo trabalho, vida acadêmica (ou ausência dela), receitas, vegetarianismo, e coisa e tal.